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História
A Fonoaudiologia é uma ciência estudada de forma sistemática nas universidades
em mais de uma centena de países do mundo e existe formalmente há mais de um
século. A primeira referência formal é de 1900, quando a Hungria reconheceu a
profissão e criou a primeira faculdade de Fonoaudiologia no mundo.
No Brasil, sua história é ainda mais antiga, se considerada a sua associação com
a da Educação Especial. A primeira marca identificatória da profissão é da época
do Império, com a criação, em 1854, do Imperial Colégio, voltado para meninos
cegos (hoje, Instituto Benjamim Constant), seguido, no ano seguinte, com a
criação do Colégio Nacional, destinado ao ensino dos deficientes auditivos. Em
1912, documentos comprovavam que a Fonoaudiologia já se diferenciava da educação
especial, com o início de pesquisas específicas, relacionadas aos distúrbios da
voz e da fala, e com a implantação de cursos de orientação a professores.
Desde a década de 30 já se detectava a idealização da profissão de
Fonoaudiólogo, oriunda da preocupação com a profilaxia e a correção de erros de
linguagem apresentados pelos escolares.
Três décadas se passaram até que se desse início ao ensino da Fonoaudiologia no
país. Isto ocorreu na década de 60, com a criação dos cursos da Universidade de
São Paulo (1961), vinculado à Clínica de Otorrinolaringologia do Hospital das
Clínicas da Faculdade de Medicina, e da Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo (1962), ligado ao Instituto de Psicologia. Ambos ainda estavam voltados à
graduação de tecnólogos em Fonoaudiologia.
Nos anos 70, tiveram início os movimentos pelo reconhecimento dos cursos e da
profissão. Foram criados, então, os cursos em nível de bacharelado. O da
Universidade de São Paulo foi o primeiro a ter seu funcionamento autorizado, em
1977. Hoje são 31 os cursos reconhecidos no país.
Sancionada em 9 de dezembro de 1981, pelo então presidente João Figueiredo, a
Lei n° 6965, que regulamentou a profissão de Fonoaudiólogo, veio ao encontro dos
sonhos de uma categoria profissional, que ansiava ser reconhecida. Além de
determinar a competência do Fonoaudiólogo, com a lei foram criados os Conselhos
Federal e Regionais de Fonoaudiologia (hoje os Regionais são em número de sete;
o da 2ª. Região possui jurisdição sobre o Estado de S.Paulo), tendo como
principais finalidades a fiscalização e orientação do exercício profissional. As
atividades dos Conselhos Federal e Regionais de Fonoaudiologia tiveram início
efetivo em 1983.
Em 15 de setembro de 1984 foi aprovado o primeiro Código de Ética da profissão,
que alavancava os direitos, deveres e responsabilidades do Fonoaudiólogo,
inerentes às diversas relações estabelecidas em função de sua atividade
profissional. Este texto foi revisado em 1995, em decorrência do crescimento da
profissão, da ampliação do mercado de trabalho do fonoaudiólogo e da maior
conscientização da categoria.
Símbolo
O símbolo da Fonoaudiologia é o Heráldico. Ele é constituído da seguinte
forma:
- um círculo contendo em sua parte superior o nome da profissão -
"Fonoaudiologia" em cor azul royal;
- ao centro a letra "F" estilizada, na cor
vermelha;
- ao fundo e ao redor da letra "F" duas figuras geométricas, de forma
côncava, raiadas e em sua parte inferior, losangos na cor vermelha, conforme
matriz à disposição na sede dos Conselhos de Fonoaudiologia.
A forma estilizada
no centro do heráldico tem dupla significação e referencia-se à emissão e
recepção do som pelo corpo humano.
O "F", de Fonoaudiologia, em primeiro plano
no heráldico, lembra o despertar da serpente em movimento ascensional. Esse
movimento nas práticas derivadas da sabedoria oriental desperta o homem para a
compreensão mais ampla da vida e do universo. Nesse sentido é também força de
cura, de vivificação e os raios do outro referenciando-se à emissão e recepção
do som pelo corpo humano".
Áreas de Atuação
O fonoaudiólogo é atuante em:
- unidades básicas de saúde;
- ambulatórios de especialidades;
- hospitais e maternidades;
- consultórios;
- clínicas;
- home care, domicílios;
- asilos e casas de saúde;
- creches e berçários;
- escolas regulares e especiais;
- instituições de ensino superior;
- empresas;
- veículos de comunicação (rádio, TV e teatro);
- associações.
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